Toma lá, dá cá

Foto: Arte BM News

BOSTON – ‘Depois do feriado vêm as compras.’ Parafraseando o ditado popular, os Estados Unidos enxergam a Black Friday como uma grande oportunidade de negócios, mas há precauções a serem tomadas. Enquanto as propagandas chamam a atenção para promoções incríveis, especialistas enfatizam que é preciso ter cuidado para não cair em armadilhas usadas para atrair consumidores em todo o país.

Em Massachusetts,  a Procuradoria Geral do Estado (AGO, sigla em inglês) disponibiliza há dois anos um manual do consumidor, inclusive em português (clique aqui). O material oficial explica, por exemplo, que para um produto estar em liquidação (sale) o preço promocional deve refletir o desconto de pelo menos 10% sobre valores abaixo de $200 e a diferença de, no mínimo, 5% em compras acima de $200.

E isso não é novidade. Em 2012 um escândalo colocou a rede de lojas de departamento  JC Penney na mira da Justiça quando a empresa anunciou descontos de 60%. Entretanto, uma investigação apontou que os itens haviam sido remarcados com uma alta de 33% na semana anterior.

Já o comércio que solta os panfletos anunciando uma TV pela metade do preço tem que garantir que o cliente leve o produto para casa. Se a mercadoria acabar, o consumidor deve receber o “rain check” que garante o preço promocional da Black Friday quando o item for reposto.

A exceção vale para quando a empresa especificar que o estoque é limitado, destaca a Procuradoria.

Devolução

Os itens comprados durante a Black Friday também podem ser devolvidos, mas o consumidor deve conhecer o regulamento de cada loja e de cada estado. Em Massachusetts e Nova York, por exemplo, se a loja não disponibilizar as informações sobre prazos para troca e devolução, automaticamente o cliente tem até 30 dias para desfazer o negócio. O reembolso pode vir em forma de crédito ou dinheiro.

 Compras on-line

A previsão é que esse ano as compras on-line voltem a superar os movimentos nas lojas.

Pesquisas recentes revelam que 51% dos consumidores vão combinar os dois métodos enquanto 42% preferem o método convencional de enfrentar as filas. Os outros 7% devem optar pela compra dos catálogos.

Uma dica importante é usar o cartão de crédito ao invés do débito. É mais fácil e rápido reverter um pagamento feito com o cartão de crédito. O reembolso no débito pode levar muito mais tempo.

Uma dica da Procuradoria da Flórida pode ser também levada para reflexão:  “O melhor é fazer compras em sites que já são conhecidos e verificar com o seu banco ou empresa de cartão de crédito se eles fornecem números para serem utilizados em uma única compra.”