Família de vítima fatal cobra alertas sobre bactéria carnívora nas praias da Flórida

Foto: Ilustração (ARQUIVO)

TALLAHASSE – A segunda morte causada pela bactéria carnívora presente nas águas mornas do Golfo do México, na Flórida, esse ano traze à tona a falta de informação que pode ser fatal aos banhistas.

No domingo, Dave Bennett, 66, do Tennesseee, morreu após nadar em uma praia do Condado de Okaloosa no fim de semana. O turista começou a apresentar febre alta, inchaço e mal estar 12 horas após o contato com a água.

Segundo a filha da vítima, Cheryl Bennett Wiygul, o pai tinha o sistema imunológico baixo porque tratava de um câncer, mas não tinha ferimentos abertos que pode ser um canal para a contaminação. “Me assegurei de proteger qualquer arranhão na pele do meu pai”.

Cheryl lamenta a ausência do pai e pede que as autoridades se esforcem para esclarecer a população sobre a presença da bactéria, os riscos e as medidas preventivas. “Eu não vi cartazes de alerta nem de  orientação em nenhuma praia  que visitamos”.

Em junho, Lynn Fleming, moradora de Ellenton (FL), foi a primeira vítima fatal desse ano. Ela contraiu a bactéria em Coquina Beach.

De acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a bactéria carnívora provoca 80 mil doenças e mata 100 pessoas por ano nos Estados Unidos.

Só na Flórida, 42 pessoas contraíram a bactéria carnívora no ano passado. O número de casos triplicou em dez anos e matou 20 pessoas entre 2017 e 2018.

Especialistas alertam que na aparição de sintomas de infecção, como febre alta, inchaço e dor, o paciente deve buscar atendimento médico imediato e informar que esteve em contato com a água do mar, piscina ou banheira. Vale ressaltar que as pessoas com sistema imunológico baixo e portadoras de doenças hepáticas são as mais vulneráveis à bactéria carnívora.

O CDC orienta que ninguém entre na água se apresentar machucados e feridas porque “a bactéria é inofensiva até encontrar o ambiente favorável para sua proliferação, como um ferimento por menor que seja”.

Além do contato com a água contaminada, a doença pode ser contraída pelo consumo de frutos do mar crus, completa uma nota do CDC.

As prefeituras das cidades praianas nem o governo estadual informaram se vão tomar medidas preventivas neste verão.