ONU pede garantias de que Julian Assange enfrente processo justo

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, depois de ser preso em Londres em abril ( Foto: Reuters)

LONDRES – O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos acompanha a situação de Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, preso em Londres na quinta-feira, 11.

O órgão espera que Assange enfrente um processo justo, disse a porta-voz Ravina Shamdasani.

“Esperamos que as autoridades competentes garantam que o caso de Assange obedeça ao processo devido, de acordo com seu direito a um julgamento justo, assim como chegar o momento da extradição”, afirmou à imprensa.

A comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ainda não se pronunciou sobre a prisão de Assange.

O ativista foi preso na quinta (11) na embaixada do Equador em Londres, onde estava desde 2012.

Ele procurou asilo para escapar de uma extradição para a Suécia, onde ele enfrentava acusações de assédio. Os casos foram arquivados, mas Assange seguiu no edifício por receio de enfrentar outros processos.

Após sua prisão em Londres, os Estados Unidos divulgaram que há um processo aberto naquele país por conspiração para ter acesso ilegal a computadores para divulgar documentos sigilosos.

O WikiLeaks tornou públicos arquivos e vídeos que mostravam a atuação do exército norte-americano no Afeganistão e no Iraque.

Outros relatores da ONU se pronunciaram

Outros relatores da ONU já deram declarações. Um deles, Joe Cannataci, disse na quinta (11) que a detenção não muda seus planos de uma reunião com Assange para analisar possíveis violações de suas liberdades.

Agnes Callamard, relatora da organização para execuções extrajudiciais, afirmou que a decisão do Equador de facilitar a prisão de Assange o põe em risco de sofrer violações de direitos humanos.