Nova York proíbe alegação religiosa para não vacinar

Especialistas alertam que movimento antivacina impulsiona aumento de casos de sarampo nos EUA (Foto: Reuters)

NOVA YORK – O estado de Nova York eliminou nesta quinta-feira, 13,  a isenção que permitia aos nova-iorquinos não se vacinarem por motivos religiosos.

A medida, assinada pelo governador Andrew Cuomo após aprovação no Congresso local, veio em resposta ao atual surto de sarampo no estado, que afeta principalmente uma comunidade de judeus ortodoxos.

A lei entra em vigor imediatamente e estudantes não vacinados terão 30 dias para provar que receberam as doses exigidas.

Mesmo com a medida tomada em Nova York, a isenção da vacina por razões religiosas continua valendo em outros 45 estados norte-americanos.

Sarampo nos EUA

Em 30 de maio, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), informou que os casos de sarampo nos Estados Unidos continuam aumentando e já passaram de mil neste ano, o maior número no país em 27 anos.

A cidade de Nova York é uma mais afetadas, com 550 casos reportados desde setembro do ano passado, especialmente no Brooklyn e no Queens, onde mais de 25 mil crianças e adolescentes foram vacinados.

No caso do estado de Nova York, os dois focos se concentram em comunidades judaicas ultraortodoxas, uma no distrito do Brooklyn e outra no condado de Rockland, nos arredores da cidade.

As autoridades já fecharam sete escolas judaicas neste bairro por descumprirem a ordem de recusar crianças não imunizadas, uma decisão tomada para tentar conter a expansão da doença.

Em 9 de abril, foi declarado o estado de emergência nas zonas onde se concentram os casos em Nova York e emitido uma ordem para que adultos e crianças com mais de 6 anos se vacinassem em um período de 48 horas. A Secretaria de Saúde advertiu quem resistisse poderia ser multado em até US$ 1 mil.

(Com Agências)