Motorista alega inocência após dirigir bêbado e matar brasileiro em Worcester

Devalter estava há dois anos nos Estados Unidos (Foto: Divulgação Go Fund Me)

WORCESTER – O americano Ian McGrath, de 23 anos, admitiu à polícia que ingeriu bebida alcoólica antes de provocar o acidente que matou o brasileiro Devalter Marins Rocha, 54, na madrugada de quarta-feira (27) em Worcester, revelaram os documentos da Corte Distrital durante a audiência de sexta-feira, 28, que liberou o acusado sem exigir fiança.

Segundo o Boletim de Ocorrência, McGrath consumiu duas doses de vodka com energético, um copo de coca-cola com rum e uma cerveja antes de seguir a 60 mph no carro da sua mãe, um Toyota Camry, na Chandler Street, onde o limite de velocidade é de 30pmh, e atingir Rocha por volta da 00h15.

As imagens mostram ainda que o acusado de matar o brasileiro avançou uma placa de Stop, atingiu um Chevy Traverse estacionando, invadiu a calçada antes de retornar à pista e atropelar Rocha que atravessava a rua pela faixa de pedestres.

Os autos da Corte apontam que o brasileiro foi arrastado pelo Toyota que acertou outro veículo, um Sedã Jaguar 2004, invadiu outra calçada e arrancou um poste de luz antes de parar no jardim da Universidade de Worcester.

O teste do bafômetro de McGrath apontou 0.18 do índice de álcool no sangue, sendo que o permitido em Massachusetts é de 0.08.

McGrath foi indiciado por dirigir alcoolizado, condução negligente, homicídio, colocar a vida de terceiros em risco, além de infrações de trânsito. Ele alegou inocência e foi liberado sem ter que pagar a fiança estabelecida em US$10 mil porque assumiu o compromisso de voltar ao tribunal no dia 27 de dezembro. Caso não compareça, o americano vai ser obrigado a pagar o montante.

Solidariedade

Enquanto isso, a família de Rocha, que chegou a ser socorrido e levado ao Umass Medical Center, onde foi pronunciado morto menos de uma hora após o incidente, corre contra o tempo para arrecadar dinheiro e mandar o corpo para o Brasil.

O mineiro de Sobrália, em Minas Gerais, morava há dois anos nos Estados Unidos e voltava do trabalho quando foi assassinado. Ele deixa mulher, três filhos e cinco netos.

Apenas um filho, Bruno Rocha, vive em Massachusetts e conta com a solidariedade de brasileiros para proporcionar o traslado do corpo do pai o que tem que acontecer ainda essa semana.

A página criada no Go Fund ME havia arrecadado até a manhã deste domingo US$6,058, menos da metado do objetivo fixado em US$14,500.

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