Mineira segue na UTI após sofrer embolia pulmonar ao desembarcar em Atlanta

Brasileira está internada desde o dia 10 dezembro (Foto: Divulgação)

ATLANTA – A mineira de Alpercata, Sônia Pereira Pires, de 47 anos, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva na (UTI) de um hospital de Atlanta, na Geórgia, após sofrer uma embolia pulmonar ao chegar nos Estados Unidos para visitar a família há quase 30 dias.

Segundo uma página criada na internet pela irmã da paciente, Silvana Pereira, para arrecadar fundos e custear as despesas médicas, Sônia deixou o Brasil no dia 10 de dezembro com destino a New Jersey.

A brasileira desmaiou ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Atlanta e foi levada a um hospital local, onde foi diagnosticada com embolia pulmonar. Um coágulo na perna teria se deslocado para o pulmão, impedindo a respiração e provocando a falta de oxigenação no cérebro. Ela ainda sofreu duas paradas cardíacas.

A campanha pede ajuda de populares para transferir Sônia a um hospital em New Jersey, onde moram o filho Mateus Pereira e outros familiares. O dinheiro também vai ajudar a custear o tratamento médico uma vez que a mineira não tem plano de saúde no país nem fez o seguro internacional de viagem.

Sônia está há quase um mês internada, mas não há informações sobre o valor da conta hospitalar nem do estado de saúde da paciente. O Portal BM News tentou contato com a família, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria.

Na tarde desta terça-feira (7), a página de arrecadação somava US$ 7,248. Para contribuir, clique aqui. 

Seguro viagem 

Segundo especialistas, emergências desse tipo são frequentes e as alternativas se limitam a recorrer ao atendimento público oferecido a visitantes estrangeiros em alguns países – o que não acontece nos Estados Unidos  -, contratar um seguro viagem ou pagar diretamente ao hospital pelos serviços de que se precisa, o que pode ser muito caro.

Em novembro, a paulista Eliane Aparecida Taniolo, de 47 anos, também precisou ser internada na UTI para se recuperar de uma pneumunia dupla que a abateu dois dias depois de chegar a Massachusetts para duas semanas de férias.

Diferente de Sônia, Eliane tinha o seguro viagem que arcou com grande parte das despesas, mas mesmo assim a família precisou mobilizar os amigos e criou uma conta na internet para arrecadar dinheiro e arcar com os custos adicionais.

Eliane voltou ao Brasil no fim do dezembro e já se recupera em casa após passar 54 dias na UTI da Lahey Clinic em Burlington, Massachusetts. Em sua página no Facebook, Eliane agradeceu o apoio. A todos que oraram e colaboraram para minha volta! Logo mais, assim que terminarmos as tratativas com o Lahet Clinic, colocarei as informações no site!”, escreveu. Em tempo: A página criada para ajudar Eliane arrecadou R$45.482 (quase US$11 mil).

Já a  universitária de Cuiabá, no Matro Grosso, Isabela Gurgel, de 24 anos, teve uma crise de apendicite aguda, uma inflamação no apêndice que exige a retirada do órgão, durante uma viagem aos EUA em abril.

No caso de Isabela, todos os gastos com exames, internação e cirurgia, que ela estima não terem saído por menos de R$ 50 mil (cerca de US$13 mil) foram quitados pelo seguro.  “Fiz um mês antes de viajar, por obrigação mesmo. Nunca imaginei que usaria”, diz a estudante que pagou R$170 por 15 dias de viagem.

A doutora em Saúde Pública nos Estados Unidos, Tatiane Santos, explica ainda que o Ato EMTALA exige que todos os hospitais do país atendam pacientes em caso de emergência, independente de ser estrangeiro, ter seguro ou dinheiro. “Porém, uma vez que o paciente apresente um quadro estável, o hospital não tem mais nenhuma obrigação de trat­á-lo.”

 

 

 

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