Homem de Rhode Island é a terceira vítima fatal do EEE nos Estados Unidos

BOSTON –  O Departamento de Saúde Pública de Rhode Island confirmou nesta segunda-feira, 9,  a morte de um morador diagnosticado com Encefalite Equina Oriental (EEE). O homem de 50 anos é a terceira vítima fatal da doença nos Estados Unidos esse ano e a primeira do Estado desde 2007.

Em 2019, Massachusetts registra o maior número de pessoas contaminadas por EEE. Até agora sete pessoas foram diagnosticados, uma delas morreu no fim de agosto.

Em Michigan, três casos foram reportados neste verão, um fatal.

No total, são 11 pacientes com EEE, superando a soma anual de períodos anteriores. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de 5 a 10 casos de EEE são diagnosticados por ano no país, 30% resultam em mortes.

 

A line chart depicting Eastern Equine encephalitis cases by year starting from 2009 to 2018.
Tabela do CDC mostra total de casos de EEE por ano nos EUA

Prevenção

Os índices alarmantes levaram oficiais a pulverizar cidades e suspender atividades externas após o pôr do sol quando os mosquitos, que transmitem o EEE através da picada, se proliferam.

A orientação do CDC é que as pessoas ao sair à noite usem repelente, camisas de manga cumprida e evitem locais que haja presença de instentos como parques, por exemplo.

Os quintais e jardins também não devem acumular água parada.

A map of the continental United States depicting Eastern Equine encephalitis Neuroinvasive Disease Cases reported by state, 2009 to 2018.
Casos de EEE reportados em pessoas entre 2009 e 2018. Embora a Flórida registre a maior índice, esse ano ainda não houve diagnóstico.

Escolas

Na semana passada, o diagnóstico de uma menina de 5 anos, de Sudbury, em Massachusetts,  levou a discussão para as escolas que acabaram de inciar o ano letivo. Até então muitos diretores e professores desconheciam o assunto.

“Passei repelente na minha filha e ela levou o creme na mochila para passar durante o dia. A professora me chamou e disse que não podia e desconhecia qualquer doença EEE”, conta um brasileiro morador de Boston.

Mas ontem a discussão sobre o vírus abriu a reunião do Comitê Escolar de Sudbury e a instrução é que os pais passem repelente nas crianças antes de elas saírem para as escolas.

A Secretaria da Educação recomenda ainda que os alunos levem repelente, desde que não seja spray,  nas mochilas uma vez que o efeito dura poucas horas. “Pode ser loção, mas lenços podem ser mais fáceis para os alunos manusearem”, observa o superintendente de Sudbury, Brad Crozier.

SINTOMAS 

Geralmente, o vírus EEE não desencadeia nenhum problema de saúde aparente, mas quem for picado pode ficar repentina e gravemente doente com danos graves ao sistema nervoso e, por vezes, leva ao óbito.

Os sintomas podem aparecer de 4 a 10 dias após a contaminação pelo EEE e incluem fadiga, febre, dor de cabeça, náusea, inquietação, irritabilidade, dificuldade em andar ou instabilidade e confusão mental, é necessário buscar atendimento médico imediato.