Governo recua em decisão de deportar imigrantes doentes

Foto: Ilustração (ARQUIVO)

Washington – O governo Trump anunciou na segunda-feira, 2, que reabrirá alguns processos de imigrantes gravemente enfermos que solicitaram suspensão temporária da deportação, enquanto eles passam por cuidados médicos, atendendo à opinião pública e a solicitações de advogados de imigrantes e parlamentares democratas.

Sem notificar o público com antecedência, desde 7 de agosto o governo havia proibido certos imigrantes de ficarem no país para receber tratamento, mesmo que fossem para salvar suas vidas. Agora, os responsáveis ​​pelo caso devem  reconsiderar algumas dessas aplicações que, anteriormente, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA ( USCIS) havia negado.

A medida anunciada agora pela administração Trump pode ser um alívio para alguns imigrantes e suas famílias que solicitaram recentemente a permanência, mantendo a ação deferida criada para proteger da deportação os imigrantes com graves condições médicas e outras circunstâncias extraordinárias. Centenas de imigrantes doentes foram beneficiados pelo programa, incluindo crianças com problemas de saúde com risco de morte.

Porém, o programa ainda será fechado para futuros candidatos e para aqueles que não tinham uma petição de renovação em 7 de agosto.

“À medida que o número de casos de ações deferidas do USCIS é reduzido, os funcionários que decidiam sobre tais casos estarão disponíveis para atender a outros tipos de pedidos de imigração legais de maneira mais eficiente”, afirmou a agência em comunicado.

No início deste mês, os advogados de imigração e seus clientes que solicitaram uma ação deferida médica ou uma renovação começaram a receber avisos de negação em que o USCIS disse que não estava mais considerando petições para esses tipos de caso. As cartas também diziam que os imigrantes que não estão autorizados a permanecer no país deveriam sair dentro de um mês ou enfrentar a deportação.

Hoje, o USCIS disse que os candidatos que tinham casos pendentes até 7 de agosto não foram alvo de deportação.

O USCIS afirmou receber cerca de 1 mil solicitações de ação deferida por ano, mas que a “maioria” foi negada.

Já o ICE disse que seus agentes têm o poder de determinar quais indivíduos serão priorizados para deportação. Mas um funcionário da agência disse recentemente à CBS News que a agência não aceita “pedidos” de ação deferida.

Juntamente com seus argumentos de que a decisão de descartar o programa colocará em risco a vida de imigrantes e crianças vulneráveis, democratas e defensores dos imigrantes criticaram o governo por não notificar o público ou o Congresso sobre a mudança de política.