Ex-goleiro Edinho pode assumir cargo no Santos após deixar prisão

Segundo a justiça, Edinho tem boa conduta carcerária

SANTOS – O ex-goleiro Edinho, que deixou a Penitenciária II de Tremembé (SP) em 25 de setembro para passar a cumprir o restante da sua pena em regime aberto, pode voltar a trabalhar no Santos Futebol Clube. Isso porque José Carlos Peres, presidente do clube, avalia contratar o ex-goleiro, filho de Pelé, para ocupar um cargo nas categorias de base.

O regime aberto é imposto aos réus condenados a uma pena de até quatro anos de prisão, desde que não reincidentes. O benefício concedido pela Justiça é atrelado ao ex-atleta obter ocupação lícita comprovada em até 30 dias; ter residência fixa – tendo que estar no endereço informado entre 20h e 6h; além de não frequentar bares e casas de jogos. Ele também terá que comparecer em juízo uma vez ao mês.

Segundo as informações, que foram divulgadas inicialmente pelo repórter Bruno Lima do Jornal da Tribuna, o presidente do Santos estaria considerando a possibilidade para ajudar o filho do Rei, por quem o clube e Peres têm enorme consideração. Para ter o benefício, Edinho precisa estar empregado até o próximo dia 25.

Regime aberto

A Justiça concedeu no último dia 25 a progressão ao regime aberto ao ex-goleiro Edinho. O atleta, condenado por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, teve a pena reduzida em fevereiro de 2017 para 12 anos e 11 meses de reclusão – a pena inicial, antes da revisão, era de 33 anos de reclusão. O ex-atleta cumpria pena no semiaberto desde 6 junho de 2018.

A decisão que liberou o regime aberto é da juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais (VEC) e considera que, além do resultado positivo do exame criminológico, Edinho tem boa conduta carcerária, já usufrui das saídas temporárias sem qualquer registro de intercorrência e não tem falta grave no sistema prisional.

Edinho vai morar em um prédio na bairro Ponta da Praia, em Santos.

Histórico na prisão

O ex-goleiro começou a cumprir pena pelos crimes que foi condenado em 2005, mas deixou a prisão quatro vezes durante o período.

Ele foi solto a primeira vez por habeas corpus e também obteve decisão que permitiu que ele respondesse ao processo, por um período, em liberdade. A última vez que Edinho voltou para a prisão em Tremembé foi em fevereiro de 2017, onde estava até hoje.

Em fevereiro de 2018, ele teve um habeas corpus negado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).