EUA deportam brasileiro acusado de homicídio 

Bruno Pádua Silva antes de embarcar para o Brasil (Foto: Cortesia ICE)

NEWARK — O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) dos Estados Unidos deportou na semana passada Bruno Pádua Silva, foragido da justiça brasileira, acusado de assassinato, após ficar quase três meses preso.

Padua Silva é acusado de matar dois homens em Vicentinópolis, Goiás. Ele foi expulso do território norte-americano no dia 2 de dezembro e detido pelas autoridades brasileiras no desembarque.

Segundo o ICE, Silva chegou aos Estados Unidos como turista no dia 1 de abril de 2018, dois meses depois de ter cometido o homicídio, permanecendo no país após sua permanência expirar. A ordem de prisão contra ele no Brasil foi expedido no dia 20 de setembro do ano passado.

ICE removes Brazilian national wanted for homicide in his home country
Agentes do ICE conduzem Silva para o voo que o levou para o Brasil (Foto: Cortesia ICE)

No dia 12 de setembro, Silva foi preso em um incidente do lado de sua residência em Long Branch, New Jersey. No mesmo dia, ele foi colocado sob custódia do ICE e entrou em processo de deportação.

Um mês depois, um juiz de imigração decidiu que o brasileiro tinha que ser expulso. Silva não apelou da decisão.

Silva vai responder pela morte de Vinícius Soares da Silva e Peter Lucio Mariano Pontes, ambos de 18 anos, no dia 3 de fevereiro de 2018. Segundo os autos do processo, as vítimas foram torturadas e mortas a tiros por Silva.

Além do brasileiro deportado, participaram do crime Juvenal Pereira da Silva, Mário Vieira Neto, João Carlos Lucas dos Santos, Adilson Egues Deluqui e Deire Fernandes. Eles pretendiam recuperar uma moto que havia sido emprestada a um amigo das vítimas.

No processo, Juvenal Silva, Neto e Fernandes confessaram o crime e apontaram Bruno Pádua Silva como um dos autores dos disparos contra as vítimas.