Empresária brasileira quer mudar regras das escolas de cosmetologia de Massachusetts

Fernanda Macedo quer abrir o mercado da beleza para os imigrantes (Foto: Moisés Constantino)

SOMERVILLE – A empresária brasileira Fernanda Macedo apresentou na terça-feira, 12, ao Board of Registration of Cosmetology and Barbering, em Boston, uma proposta de mudança nas regras das escolas de formação de cabeleireiros para facilitar o acesso de pessoas de baixa renda, sobretudo os imigrantes. Ela quer a aplicação de preços mais baixos e que salões possam ser transformados em salas de aula.

Atualmente para se formar num curso de cosmetologia o aluno paga em média de $ 15 a 20 mil por 1 mil horas de aprendizado. O curso mais barato do setor custa $ 10 mil numa escola em Woburn com filial em Everett.

Mas Fernanda acredita que o valor possa ser reduzido em até 90% com cursos idênticos mas com menos exigências estruturais nas escolas.

“Os preços hoje são aviltantes e afastam os imigrantes das escolas. A realidade da maioria dos estrangeiros é outra e o mercado está carente de mão de obra”, disse a empresária.

Se aprovado, o projeto só beneficiaria pessoas que comprovassem baixa renda. “A ideia não é esvaziar as escolas atuais, apenas dar chances a quem não pode”, enfatiza.

Para completar as mil horas de curso, o aluno passa de oito meses a dois anos nas escolas. Em Massachusetts e na Califórnia não é permitido aos salões se transformarem em escolas. Mas, nos dois estados, as escolas podem funcionar como salão.
“As pessoas levam modelos e fazem os serviços de cosmetologia”, diz Fernanda.

O PROJETO

Atualmente uma escola de cosmetologia precisa ter um mínimo de 25 estudantes matriculados antes de o curso abrir; mínimo de 10 lavatórios; 10 mesas de manicure e salas exclusivas para cada função.

O projeto de Fernanda Macedo propõe: redução para cinco estudantes matriculados; quatro lavatórios; quatro mesas de manicure; salas multiuso e a possibilidade de um salão funcionar como escola.

A empresária disse que não espera uma luta fácil pela frente, mas acredita que a pressão popular possa reverter o quadro atual.