Em novo ataque, Trump diz que Joe Biden é “mentalmente fraco”

Biden ainda aparece como o candidato com mais vantagens sobre Trump

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 11, que prefere enfrentar o ex-vice-presidente Joe Biden em uma eventual disputa pela reeleição em 2020 por considerar que o pré-candidato democrata é o mais fraco mentalmente entre os possíveis concorrentes.

Antes de viajar para o estado de Iowa, onde discursará para eleitores da cidade de West Des Moines, Trump se antecipou ao saber que seria criticado por Biden, que lidera as pesquisas para as primárias do Partido Democrata, durante um ato de campanha.

“Acho que prefiro enfrentar Biden do que qualquer outro. Acho que ele é o mais fraco mentalmente. Os outros candidatos (democratas) têm mais energia”, alfinetou Trump antes de embarcar.

Esta não foi a primeira vez que Trump direcionou a artilharia verbal contra Biden.

O ex-vice-presidente dos EUA lidera as pesquisas de intenção de voto entre os democratas com 33,4%, praticamente o dobro do principal adversário, o senador Bernie Sanders, que tem 17%, e aparece muito à frente da também senadora Elizabeth Warren, que cresceu nos últimos dias, mas ainda tem apenas 8% da preferência do eleitorado.

“Parece que (Biden) está caindo, que seus amigos da esquerda vão ultrapassá-lo muito em breve. Quando um homem precisa mencionar meu nome 76 vezes em seus discursos, isso quer dizer que ele está com problemas”, disse o presidente americano.

Além disso, Trump colocou em dúvida o estado de saúde de Biden, sugerindo que o ex-vice-presidente, de 76 anos, não tem o mesmo vigor de antigamente. “Está diferente, age diferente de como agia, inclusive vemos que ele está mais lento do que era”, disse.

Nas últimas semanas, vários comentaristas da rede de televisão “Fox News”, que tende a apoiar Trump, afirmaram, sem apresentar evidências, que Biden tenta esconder problemas de saúde com as eleições.

Poucas horas depois de Trump atacar Biden, a imprensa local revelou o discurso que o democrata faria na cidade de Ottumwa, também em Iowa. No texto, o ex-vice-presidente acusa o adversário republicano de ser uma “ameaça existencial” para a decência do país.