Democrata diz que Trump violou juramento e republicano ataca impeachment “partidário”

(Foto: AFP)

WASHINGTON – Em um comunicado que deu início a uma audiência na Câmara dos Deputados para avaliar os indícios contra Trump, o presidente democrata do Comitê Judiciário, Jerrold Nadler, disse haver provas amplas de irregularidade.

“Os indícios mostram que Donald J. Trump, o presidente dos Estados Unidos, se colocou diante do país. Ele violou suas responsabilidades mais básicas com o povo. Ele rompeu seu juramento”, disse Nadler. “Eu honrarei o meu.”

A audiência desta segunda-feira é um passo crucial antes de se determinar as acusações, conhecidas como artigos de impeachment, que a Câmara controlada pelos democratas provavelmente votará antes do Natal.

O cerne da questão é saber se Trump abusou de seu poder pressionando a Ucrânia a investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, rival político que postula a indicação democrata para enfrentá-lo na eleição de novembro de 2020, e depois obstruiu a investigação do Congresso sobre o escândalo.

Trump nega qualquer irregularidade e qualificou o inquérito de impeachment como uma farsa.

O Comitê Judiciário deve votar até o final da semana para decidir se encaminha acusações formais ao plenário da Câmara.

Isso provocaria um choque inevitável com a Casa Branca e seus aliados republicanos, que argumentam que os democratas estão decididos a afastar um presidente que não fez nada para merecer um impeachment.

Nenhum republicano da Câmara se manifestou a favor de um impeachment de Trump.

O deputado Doug Collins, o republicano mais graduado do comitê, disse na audiência que o processo de impeachment está sendo fomentado por “diferenças de políticas partidárias”, e não por indícios reais.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, tuitou durante a audiência que não existem indícios de irregularidade de Trump e que “não existe absolutamente nenhuma obstrução”.

Uma votação a favor do impeachment na Câmara desencadeará um julgamento no Senado de maioria republicana, onde seriam necessários dois terços dos votos de todos os presentes para retirar o presidente do posto.

Uma condenação é considerada improvável.