Brasileiro rompe tornozeleira GPS e foge do ICE

HYANNIS – Romilson Batista Ferreira, de 33 anos, é considerado foragido do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) após fugir e não se apresentar aos agentes federais no dia 7 de janeiro, data em que ele deveria retornar ao Brasil.

Ferreira se livrou da tornozeleira eletrônica que mais tarde foi encontrada pelos agentes federais em uma caixa em frente a uma igreja de Cape Cod, Massachusetts, com um bilhete: “Eu não vou voltar para o Brasil.”

Mary Larakers, advogada do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, afirma em documentos apresentados em um tribunal na quarta-feira, 8, que o brasileiro violou regras da sua condicional. A ordem é que agentes federais o prenda e o deporte imediatamente.

Ferreira é um dos seis imigrantes que foram detidos  em 2018 enquanto participavam de entrevistas no Escritório de Naturalização e Cidadania (USCIS), parte do processo para obter residência permanente através do casamento.

Na época, a Associação Americana de Direitos Civis (ACLU) entrou na Justiça contra o governo federal acusando agentes do USCIS e do ICE de armar contra imgrantes que se regularizariam no país por meios legais e conseguiu parecer favorável para soltá-los.

O ICE tentou derrubar a ordem judicial dizendo que soltar os estrangeiros representava risco de fuga ou para a segurança público, sendo que em alguns casos havia a possibilidade de as duas situações acontecerem, mas não obteve sucesso.

Chegada em Cape Cod

O brasileiro, que chegou aos EUA ainda criança, ficou 18 meses sob a custódia do ICE após ter sido condenado por agredir um agente federal. Ele alega que estava sob um surto psicótico quando agrediu um homem e desconhecia que a vítima era uma autoridade.

Após conseguir a liberdade condicional em outubro de 2019, Ferreira foi morar em Cape Cod com a mulher e quatro filhos, todos cidadãos norte-americanos, e usava uma tornozeleira eletrônica como parte de sua liberdade supervisionada

Um acordo entre a defesa de Ferreira e o ICE agendaram a deportação do imigrante para o dia 7 de janeiro, mas ele desistiu de voltar ao Brasil, onde deveria esperar a conclusão do seu processo imigratório.

A mulher e os advogados do brasileiro afirmam que não sabem sobre o seu paradeiro.

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