Brasileirinha passa por transplante de medula óssea nesta sexta-feira

ORLANDO – Um doador da Europa colocou fim à espera de três meses de Chloe Bella Carvalho, de 4 anos, por um transplante de medula óssea. A menina, quehá três meses luta contra uma leucemia grave, foi submetida ao procedimento nesta sexta-feira, 13, e passa bem.

A filha dos brasileiros Jairo e Nayara Carvalho, que moram em Orlando, na Flórida,  foi diagnosticada em setembro com com Leucemia Mielomonocítica Juvenil (LMJ) ,uma forma rara e agressiva de câncer no sangue de acordo com a Sociedade de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos.

Após passar por sessões de quimioterapia, a doença não recuou e Bella precisa de um transplante de medula óssea para reverter a mutação das células sanguíneas que minam o sistema imunológico.

A corrida contra o tempo começou após exames confirmarem que os pais e outros membros da família não apresentam compatibilidade genética para serem os doadores de Bella.

Roosevelt Ramos, coordenador da Fundação Icla da Silva em Orlando, organização que há 29 anos recruta doadores de medula óssea, enfatiza que um gesto simples pode salvar vidas. “A cada três minutos uma pessoa é diagnosticada com câncer no sangue e quase sempre precisa do transplante. Além disso, o transplante de medula óssea é indicado para a cura de mais de 70 enfermidades”, observa.

Segundo o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, aproximadamente 18 mil pessoas, entre 0 e 74 anos, estão na fila do transplante no país.

A história de Bella ganhou destaques nos jornais em todo o país e motivou uma campanha para incentivar milhares de pessoas a se registrarem como doadores.

Os EUA detêm o maior número de pessoas cadastradas que somam 20 milhões, 64% são europeus e americanos. Entre latinos, a chance de encontrar um doador compatível no país cai para 46%.

A busca da cura para Bella já recorreu aos doadores no Brasil, o terceiro maior banco de voluntários (4 milhões), logo depois da Alemanha  (6 milhões).

A identidade do doador de Bella nem o país de origem não foram revelados, mas reforça a necessidade de inscrição nos bancos de doação.  “Quanto mais pessoas se registrarem, mais pacientes vão ter chance de cura. Embora os países tenham sistemas de registro independentes os dados são interligados na busca universal”, explica.

Cadastro 

O cadastro para se tornar um doador é simples e pode ser feito pelo correio. Acesse Join.BeTheMatch.org.

Após o primeiro contato, o interessado recebe em uma semana um envelope selado com um kit para o teste genético. “Basta fazer a fricção com os dois cotonetes na parte interna da bochecha e colocar na caixa do correio”, explica Ramos.

Em Orlando, na cidade de Bella, é possível ainda falar com Roosevelt Ramos no 407.276.4860 ou pelo email roosevelt@icla.org.