Atos por justiça no caso Marielle tomam as cidades do mundo

Manifestantes colocaram uma placa em homenagem a Marielle Franco frente ao Congresso Nacional da Argentina (Foto: Coletivo Passarinho)

BOSTON – O grito de milhares de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro por justiça um ano após o assassinato da vereadora e militante de direitos humanos, Marielle Franco, e do motorista, Anderson Gomes, ecoou pelo mundo nesta quinta-feira, 14.

Nos Estados Unidos, o Comitê em Defesa da Democracia no Brasil promoveu um debate em homenagem à ativista na Universidade de Nova York, com a participação das brasileiras Marcia Tiburi, filósofa, e Adjoa Jones, diretora de educação do museu do Brooklyn.

A filósofa americana Angela Davis também homenageou a vereadora carioca do Psol durante um discurso no Brazil Lab na Universidade nova iorquina de Princeton, com a presença de Monica Benício, viúva de Marielle, e Fernanda Chaves, assessora que estava no carro com a vereadora no dia da execução.   “Mulheres não perguntam apenas ‘quem’, perguntam ‘por quê’”, enfatizou diz Davis em alusão às prisões dessa semana.

Em tempo: Na última terça-feira (12) policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Elcio Vieira de Queiroz, de 46, foram presos e denunciados pelos crimes de homicídio qualificado de Marielle e Anderson e por tentativa de homicídio de Fernanda Chaves mas ainda não se sabe a motivação do crime e há a suspeito que há um mandante.

Em Massachusetts, um encontro na Universidade Harvard, em Cambridge, contou com a palestra de Sidney Chalhoub, professor de História e de Estudos Afro-Americanos.

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Heloísa Galvão, diretora do Grupo Mulher Brasileira, participou do evento na Universidade de Harvard em memória à Marielle Franco (Foto: Facebook)

Na capital de Massachusetts, pelo menos 50 pessoas confirmaram que vão fazer uma caminhada no sábado (16) a partir do Consulado do Brasil até o Boston Common, entre 15 e 17 horas. A ‘Marcha das Marielles em Boston’ está sendo organizada nas redes sociais pelo grupo ResistBrasil – Mulheres no Exterior Pela Democracia.

Manifestos também foram registrados em Washington DC, New Jersey e Califórnia nesta quarta-feira.

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Argentina

(Foto: Emergentes)

Em Buenos Aires, capital da Argentina, três ações organizadas pelo Coletivo Passarinho, de brasileiros residentes no país, marcaram o dia que começou com a colagem de adesivos de placas que mudaram o nome de ruas da cidade pelo de Marielle. Os brasileiros também  adicionaram simbolicamente o nome da vereadora à estação de metrô Rio de Janeiro e fizeram um protesto no Obelisco no fim da tarde.

Itália
Em Milão, na Itália, a militante de direitos humanos foi lembrada com perguntas em português e italiano sobre “Quem mandou matar Marielle?” espalhadas nos muros da cidade e o nome da vereadora foi o destaque no 1° Festival Antifascista de Mulheres.

Na fachada do edifício da missão brasileira na União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, foram escritas mensagens responsabilizando o Estado brasileiro pela morte da vereadora.

Em Bruxelas, manifestantes culpam o Estado brasileiro (Foto: Divulgação)

Os atos em memória à Marielle e Anderson acontecem durante todo o mês de março – entre os dias 9 e 24, em cidades como Waisenhausplatz, Zurich, Bern e Genebra (Suíça), Coimbra, Lisboa e Porto (Portugal), Montreal (Canadá), Madrid e Barcelona (Espanha), uma vigília em Londres (Inglaterra), Sydney e Melbourne (Austrália), Berlim (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Aarhus (Dinamarca), Paris (França), Estocolmo (Suécia), Montevidéu (Uruguai), Londres (Inglaterra).